Coreia do Sul
Tudo bem não ser normal: drama coreano

Tudo bem não ser normal: drama coreano

Quem já assiste a dramas coreanos sabe bem o quanto eles são viciantes. Hoje, venho compartilhar com vocês o drama mais lindo que já vi até hoje e que ainda não superei o seu fim. Ele está disponível na plataforma da Netflix.

“Tudo bem não ser normal” é uma história cheia de lições para a vida, tratadas de uma forma bem delicada e emocionante.

Moon Gan-tae (Kim Soo-hyun) trabalha como cuidador em um hospital psiquiátrico. Ele tem uma vida muito ocupada e difícil, pois além de trabalhar, ele também é responsável por cuidar do seu irmão mais velho Moon Sang-tae (Oh Jung-se) que tem autismo. Os dois perderam seus pais quando ainda eram crianças, sendo que a mãe morreu de uma forma trágica sendo assassinada e a única testemunha do crime foi o Sang-tae.

Foto: Divulgação

O crime abalou a vida deles e Gan-tae passou a assumir o papel de pai do seu irmão. Desde então, eles nunca tiveram uma vida estável e viviam mudando de cidade todo o ano quando começava o período em que apareciam as borboletas. Sang-tae desenvolveu um grande trauma por esse inseto e quando elas apareciam, ele tinha que fugir. Segundo ele, foi a “Borboleta” que matou a sua mãe. Depois, descobrimos que a borboleta era um broche que o assassino usava no momento que cometeu o crime e essa foi a única lembrança que o Sang-tae guardou em sua mente.

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Ko Moon-young (Seo Ye-ji) é uma sucedida autora de livros infantis que sofre de transtorno de personalidade anti-social e nunca teve bons relacionamentos, causando muitas confusões por onde passa. O seu empresário Lee Sang-in (Kim Joo-hun) é o único que sabe lidar com ela, tomando responsabilidade pelos seus atos.

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Sang-tae é um grande fã dos livros da Moon-young. Ele passa o seu tempo lendo livros, desenhando e fazendo pequenos trabalhos. Certo dia, Moon-young é convidada para fazer a leitura de seus livros no hospital psiquiátrico em que Gang-tae trabalha. Quando ele descobre que a escritora estaria lá, ele comenta com o seu irmão que vai conseguir um autógrafo dela para lhe dar de presente.

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A partir daí, Gang-tae conhece a escritora e os dois desenvolvem uma certa conexão entre eles. Entre vários encontros e desencontros, Moon-young mostra-se muito obsessiva pelo rapaz e começa a persegui-lo por onde ele vai. Ela não aceita ser contrariada e mostra um comportamento muito difícil. Confesso que em vários momentos eu sentia um certo ódio por ela, mas a medida que a história vai se desenvolvendo, a gente percebe o porquê dela agir daquela maneira.

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O drama nos ensina muito sobre a vida e que não devemos julgar as pessoas pela sua aparência e comportamento. Muitas pessoas vivem suas batalhas internas e têm certos traumas que precisam ser curados.

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Gang-tae mostrava-se um rapaz forte o tempo todo, não queria que o seu irmão o visse como alguém vulnerável. Ele se sentia na obrigação de cuidar de Sang-tae, pois era o que sua mãe lhe vivia falando. No decorrer do drama, percebemos que ele tem mágoas da sua mãe, pois ele se sentia abandonado por ela, pois ela dava mais atenção ao seu irmão que tinha deficiência e jogava toda a responsabilidade sobre ele. Gang-tae não se permitia ser feliz e encontrar um amor, pois ele sentia que o seu papel era cuidar exclusivamente do seu irmão.

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O encontro desses três personagens os leva a uma jornada onde aprendem sobre o amor, família e a superar os traumas do passado juntos.

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Há outros vários personagens importantes na trama como os pacientes do hospital psiquiátrico que nos ensinam várias lições de vida e que também aprendem a superar suas dificuldades.

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Confesso que durante os três primeiros episódios, a série não me prendeu tanto, mas depois eu não conseguia parar de ver. Eu chorava a cada capítulo, me apaixonava ainda mais pela doçura do Sang-tae e desejava ter um irmão como ele. O drama nos ensina muito como é viver com o autismo e como essas pessoas são maravilhosas e podem nos ensinar muito se passarmos a compreendê-las e a tratá-las com carinho. O Sang-tae tem muito a nos ensinar. É muito bonita a sua trajetória e como ele se esforça para fazer o papel de irmão mais velho e retribuir de alguma forma o cuidado que sempre recebeu do Gang-tae.

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Um ponto muito interessante que eu gostaria de destacar é que cada capítulo do drama tem o nome de um livro escrito pela Ko Moon-Young e cada história tem uma moral que acaba se encaixando com a vida dos personagens. Achei isso sensacional! E o mais incrível é que os livros fizeram tanto sucesso entre os fãs da série que o autor resolveu lançá-los de verdade. Confesso que quero muito comprar e já encontrei na internet que tem a versão em português de alguns livros.

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Além de ter uma história linda, a série conta com uma trilha sonora maravilhosa, que se encaixou perfeitamente com cada momento da trama. Mesmo sem saber coreano, as músicas mexeram muito comigo e já até tenho algumas em minha playlist.

Outro ponto importante que eu não poderia deixar de falar é sobre a atuação do Oh Jung-se como o autista Sang-tae. Ele atuou maravilhosamente bem e eu acabei acreditando que ele tivesse autismo na vida real.

O drama nos ensina 11 lições valiosas:

1 – Tudo bem não estar bem

2 – Não tome decisões precipitadas

3 – Equilíbrio é a chave

4 – Não julgue um livro pela capa

5 – Confronte seu trauma

6 – Lembre-se de boas memórias

7 – Fale por si mesmo

8 – Procure ajuda

9 – É melhor beijar do que lutar

10 – Família está além das relações sanguíneas

11 – Lute por sua felicidade

Tenho certeza de que vocês vão amar essa série. Meus pensamentos e modo de ver a vida mudaram muito depois que eu a vi. É incrível como os coreanos tem o dom de transmitir coisas boas e emocionantes através dos seus dramas. Eles são mestres em mexer com nossas emoções.

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Vocês já conheciam essa série? Contem-me nos comentários

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