Coreia do Sul
Holo, meu amor!: Drama coreano da Netflix

Holo, meu amor!: Drama coreano da Netflix

O mercado cinematográfico coreano tem se tornado cada vez mais popular e alcançado pessoas no mundo todo. Meu primeiro contato com o cinema da Coreia do Sul foi há 11 anos e naquela época era difícil ter acesso a esse material. Havia poucos sites voltados para esse tipo de conteúdo, pois dava muito trabalho e era difícil encontrar quem soubesse traduzir para o português.

Depois de ficar anos sem assistir a algum drama coreano (ou dorama, como são conhecidos na Ásia), resolvi ver “Holo, meu amor!”, uma série coreana original da Netflix. No início, pensei que fosse um romance bem clichê, mas a história me surpreendeu muito e eu não queria parar de assistir.

Foto: Netflix

A série é uma ficção científica com romance, claro, o que não pode faltar em um bom drama asiático. Ela conta a história de Han So-Yeon (Ko Sung-Hee) uma moça que sofre de uma doença chamada prosopagnosia (cegueira facial), que impede que ela enxergue e reconheça o rosto das pessoas. Ela tem uma vida estável profissionalmente, sendo uma das mais talentosas gerentes de marketing de uma ótica. Devido a sua doença, ela não tem muitos amigos e evita ter muito contato com seus colegas de trabalho, o que faz com que eles pensem que ela seja uma pessoa arrogante.

Foto: Netflix

Tudo começa quando ela encontra um par de óculos em sua bolsa e de repente ela se dá conta de que aqueles óculos não são comuns e permitem o acesso a um programa de assistência pessoal através de uma inteligência artificial em forma holográfica chamada Holo.

Foto: Netflix

Holo tem as características físicas do seu criador Ko Nan-do (Yoon Hyun-min) e é uma figura bem amigável e agradável, disposto a sempre ajudar e proporcionar momentos felizes a sua usuária. So-Yeon desenvolve uma forte ligação com o Holo, tendo ele como seu melhor amigo e conselheiro amoroso, pois ela era apaixonada por seu colega de trabalho, mas não levava muito jeito para romance e recebe a ajuda do seu assistente pessoal.

Foto: Netflix

No entanto, acontecem alguns conflitos e com o passar do tempo, So-Yeon percebe que tem sentimentos mais fortes pelo Holograma e ele é recíproco, descobrindo que uma inteligência artificial também pode amar alguém. A partir daí, Ko Nan-do fica bastante preocupado, acreditando que há algum erro com sua criação e passa a observar mais atentamente o comportamento do Holo e permite que a moça seja uma usuária beta do sistema.

Foto: Netflix

Ko Nan-do é o fundador do laboratório GIO LAB que é comandado por sua irmã Ko Yoo-jin, pois ele prefere ficar isolado das pessoas e tem como único amigo o Holo, que o acompanha desde sua infância. O Holo foi desenvolvido por sua mãe e aperfeiçoado por ele durante os anos. Ao contrário do Holograma, Ko Nan-do tem uma personalidade mais fria e nunca se envolveu sentimentalmente com alguém, até que começa a desenvolver sentimentos pela So-Yeon, formando assim um triângulo amoroso entre duas pessoas e uma inteligência artificial.

Foto: Netflix

Ko Nan-do vive uma situação crítica, pois além de ter que aprender a controlar seus sentimentos, tem a missão de proteger a sua tecnologia, pois há concorrentes dispostos a roubar o Holo, envolvendo até a polícia.

Foto: Netflix

So-Yeon e Nan-do não têm uma boa convivência entre si, visto que suas personalidades são fortes e eles não dão o braço a torcer. Ambos têm alguns traumas do passado que os machucam até aos dias atuais. No decorrer da trama, eles descobrem que possuem uma forte ligação e juntos tentam superar essas barreiras.

Foto: Netflix

A série aborda vários temas importantes como a privacidade do usuário, roubo de tecnologia, os relacionamentos atuais e o grande consumo de tecnologia. Surge o questionamento em relação aos relacionamentos no futuro. Seria possível que em um futuro próximo, as pessoas tenham relacionamentos amorosos com inteligências artificiais, evitando assim se frustarem e se desconectarem do sentimento humano? Até que ponto a tecnologia pode controlar nossa vida e nossas emoções?

Foto: Netflix

Depois que terminei de ver essa série, eu fiquei imaginando o futuro e me perguntando se algum dia teríamos alguma tecnologia holográfica nesse nível. Resolvi fazer uma pesquisa sobre hologramas e descobri que existe uma tecnologia no Japão de assistência pessoal através de uma inteligência artificial em forma de uma personagem de anime que faz companhia para muitos japoneses que vivem solitários e criam um relacionamento com aquele holograma. É algo inacreditável, mas que parece não ser impossível, pois o Japão já começou a desenvolver uma versão mais simples, mas que já atende a vários usuários.

O que vocês pensam sobre tudo isso? Acreditam que teremos hologramas como amigos e parceiros no futuro? Já conheciam essa série?

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